segunda-feira, 20 de junho de 2016

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

CRÉDITOS



Secretaria do Audiovisual - SAv
Ministerio da Cultura
Governo Federal

Lei Semear 
Fundação Cultural do Estado do Pará
Governo do Pará
Yamada

Lei Tó Teixeira e Guilherme Paraense 
Fundação Cultural do Municipio de Belém
Prefeitura de Belém
Banco da Amazônia 

Caiana Filmes 
apresentam

co-produção
DOT
QUANTA

produtores associados
Maryson Sousa
Matthew Berge

Tiago Assis
Juliana Sinimbu
Bruno Carreira

Direção de Fotografia
Kátia Coelho

Edição e Mixagem de Som
Renan Vasconcelos

Trilha Sonora
Paulo José Campos de Melo

Edição 
Allan Ribeiro e João Inácio

Direção de Arte 
Aldo Paes

Direção de Elenco 
Claudio Barros

Roteiro, Direção e Produção 
João Inácio





Elenco
Pedro - Tiago Assis 
Irmã de Pedro  - Iizabelli Vilhena
Mãe de Pedro  - Juliana Sinimbu
Pai de Pedro  - Bruno Carreira

Pai 1 -   Ricardo Abel Tavares
Mãe 1 - Nani Tavares
Mãe 2 - Aline Dias
Pai 2  - Victor Lameira
Assistente Social 1 - Tania Brasil
Assistente Social 2  - Luana Genú Klautau
fotografo - Arlen Keuffer


Figuração 

Adriano Balbino Lima 
Brenno William Balbino da Silva
Darly Karyne Barros da Silva
Davi Leal de Sousa Siqueira
Denilson da Silva Costa 
Fabio da Paz Silva
Fabricio Keven Coutinho Favacho 
Hugo Wesley Balbino da Silva
Kayse Lohane Barros da Silva 
Leonardo Balbino de Lima
Lucas Emanuel Silva da Silva
Luiz Carlos da Silva Lopes
Naily Ohana Barros da Silva
Sammyr Leandry da Silva Pires

Equipe
Roteiro, Direção e Produção 
João Inácio

1ø Assistente de Direção 
Afonso Galindo

2ø Assistente de Direção 
Bruno Assis

Direção de Fotografia
Kátia Coelho

Operador de Câmera
Naji Sidki

Assistente de Câmera
Emerson Maia 

Operador de Video Assist
Laercio Cruz Esteves

Still
Renato Chalú

Continuidade
Indaiá Freire

Edição 
Allan Ribeiro e João Inácio

Som Direto 
Aloysio Compasso

Assistente de Som Direto
Léo Bitar

Trilha Sonora Original
Paulo José Campos de Melo

Trilha sonora gravada no Estúdio Apce por Assis Figueiredo

Edição e Mixagem de Som 
Renan Vasconcelos

Direção de Produção 
Luciana Martins

Produção de Base e Assistente de Produção Executiva 
Hindra Miranda

Assistente de Produção e Platô
Joanna Denholm

Assistente de Produção e Alimentação 
Tiara Klautau

Assistente de Produção de Set
Thiago Freitas

Assistente de Produção e Transporte
Rafaela Fontoura

Direção de Arte 
Aldo Paes

Assistente de de Produção de Arte 
Francisco Leão (confeccao de objetos)
Camilla Leal
Viviane Rodrigues
Patricia Rodrigues

Direção de Elenco 
Claudio Barros

Assistente de Elenco
Milton Mendonça
Ricardo Tavares D`Almeida

Figurino
Marbo Mendonça 

Assistente de Figurino
Emanoel Junior
Helen Cristina

Caracterização 
Sonia Penna

Assistente de Caracterização
Vânia Oliveira

Chefe de Maquinaria
Miguel Conte

Maquinistas
Angelo Conte

Chefe de Elétrica
Aldo Lima 

Eletricista 
Luis Celso Nascimento

Motoristas 
Mauro, Cléo, Ivan

Assessoria de Imprensa
Sheila Faro

Contador 
Fabio Lima

Captação de Recursos
Zienhe Castro

Traduções em Ingles
Raquel Marshall e Richard Marshall

filmado em 35mm Kodak Vision3 5219 500t

Agradecimentos Especiais
Renata Jardim
Simone Morelli

BOM GURI brinquedos madeira
Celpa 
Colegaio Gentil Bittencourt 
Cia Paulista de Pizza
Hotel Regente
Hotel Itaoca
Hiléia 
Lojas Visão
Novita Home 
Pizzaria Vitória
Quanta
Restaurante Hatobá
Ricosa




Belém - Pará - Amazônia - Brasil

2016

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

quarta-feira, 29 de julho de 2009

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Shala – Filme Paraense mostra o drama da criança adotiva reabandonada


O drama social de um menino órfão que tem a felicidade de ser adotado, mas acaba sofrendo a frustração de ser devolvido pelos novos pais é o epicentro do curta metragem “Shala, Nem Todas as Histórias são Felizes”, filme paraense que terminou de ser gravado neste domingo (12 de julho) em Belém. Shala é baseado em histórias verídicas reunidas pela Fundação da Criança e do Adolescente do Pará (Funcap) e foi premiado pelo Ministério da Cultura no Concurso de Apoio ao Cinema.

Shala é o nome da boneca que marca a amizade entre Pedro e sua colega de orfanato, Rita, papel desempenhado pela menina Isabelli Vilhena. Com o roteiro e direção de João Inácio, o filme, com duração de 12 minutos, traz como ator revelação o pequeno paraense Tiago de Assis, de 7 anos de idade. Ele faz o personagem principal, Pedro, levando para a telinha toda a inocência e emoção da criança abandonada, que é fadada a viver em abrigos espalhados pelo Brasil. Shala é produzido pela Caiana Filmes, tem o apoio da Lei To Teixeira e o patrocínio do Grupo Yamada.

Aluno da 3ª série, Tiago é bailarino clássico da Academia Ana Unger e, atualmente, participa da seleção para a norte-americana Academy Royal. “É a primeira vez que eu participo de um filme. Não é tão fácil (atuar num filme) como todo mundo pensa”, diz o compenetrado ator mirim. “Quando li o roteiro, já conhecia o Tiago e pensei logo nele. Eu já tinha dirigido o Tiago no espetáculo “Acqua”, que foi uma dança teatralizada, no ano retrasado. Eu me impressionei com o menino. Ele é espetacular no sentido pleno da palavra”, destaca Cláudio Barros, diretor de elenco do Shala, que foi quem descobriu o talentoso menino. “Há cinco anos o meu filho já dançava. Estou orgulhosa dele (Tiago)”, comemora a mãe de Tiago, Telma Costa.


As gravações de Shala aconteceram no Colégio Gentil, desde a segunda-feira, 7, até a sexta-feira, 10. No local foi reproduzido o ambiente do orfanato em que se passa a história. O segundo set de filmagens foi na loja Novitá, um belo casarão antigo da Avenida Braz de Aguiar, que serviu de cenário para a casa em que Pedro foi morar com a nova família. Os pais adotivos são encenados pelo experiente Bruno Carreira, de 39 anos, arquiteto e ex-modelo que já grava peças publicitárias e filmes com Cláudio barros há uma década; e pela cantora Juliana Sinimbú, de 23 anos, que estréia como atriz.

“O convite pra esse filme foi um susto e também um presente. É um papel forte, que envolve uma carga emocional grande. Estou feliz dos diretores estarem confiando em mim pra esse papel. É um filme muito bom e uma história linda. Estou ansiosa pelo resultado”, revela Juliana. Já Bruno, divide o desafio do novo papel com as dificuldades da recuperação de uma cirurgia de redução de estômago, feita há 15 dias: “O meu personagem é preconceituoso e autoritário. Ele (personagem) vê o filho adotivo como uma mercadoria que pode ser devolvida, se não gostar dela. Não é tanta ficção assim. O estômago acaba sofrendo os efeitos da tensão que o filme exige”, observa ele. “O Bruno entrega o espírito para o jogo da cena. O personagem não tem nada a ver com ele, que é dócil, mas o papel é truculento”, destaca Cláudio. Entre os trabalhos em que Bruno atuou, estão o personagem principal da peça “Orfeu”, de 2003, e o 1º tenente do longametragem “Araguaia, Conspiração do Silêncio”.


Ficha técnica: João Inácio assina o roteiro e a direção: “Com esta produção o Pará ganha mais uma realização cinematográfica competente para concorrer em pé de igualdade na quase centena de festivais e mostras de cinema no Brasil e no Exterior”, afirma ele. A intenção dele é lançar o filme em sessões gratuitas, na Estação das Docas, em Belém, e percorrer outras salas de cinema com a arrecadação de arrecadação de faldas descartáveis para abrigos de recém-nascidos, além de 40 salas de aula espalhadas pelo Estado. “Fazer filmes no Pará é mais que um desafio, é uma conquista de podermos registrar e mostrar a nossa cara e nós mesmos contarmos as nossas próprias histórias, com profissionalismo e competência”, resume Inácio.

Cláudio Barros é o diretor de elenco, ele foi responsável por encontrar a atriz do filme Tainá, e também atuou em filmes como “Araguaia, Conspiração do Silêncio”. Luciana Martins é a diretora de Produção, também tem trabalho de destaque nacional e com renomados técnicos de São Paulo. Kátia Coelho é a diretora de fotografia premiada em Gramado. Paulo José Campos de Melo assina a trilha sonora, ele é prestigiado pianista da Amazônia que compôs, gravou e editou a trilha sonora do premiado filme "Faust" do Diretor Ernst Gossner, na Áustria, e recebeu a Rosa de Ouro na Mostra de cinema de Göttingen e duas vezes a medalha Metropolis, em Münster (Alemanha) e Innsbrück (Áustria).


Texto: Enize Vidigal

Fotos: Renato Chalu

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

É dado Início a Produção

A trajetória do garoto Pedro em busca de pais adotivos é o enredos da mais nova produção cinematográfica paraense, Vivendo em um abrigo, o personagem de Pedro, com 6 anos de idade, vive, entre outros preconceitos, o cruel desinteresse de ser adotado devido a sua faixa-etária. O garoto passa a criar situações diversas para chamar atenção de possíveis pais adotivos. Paralelo a essa busca Pedro passa a cultivar uma amizade profunda com seu único brinquedo; a boneca “Shala”, o que poderá prejudicar Pedro de conseguir seu maior sonho: Ter uma família.
Shala terá como tema a institucionalização de crianças vítimas de abandono. O filme é baseado em fatos reais ocorridos em Belém. A Forte temática social revela uma realidade pouco conhecida e em muitos casos apagadas dos relatos das instituições de adoção, mostrando ser um projeto que aborda de forma forte e sensível esse esquecido mas presente problema social.
O curta metragem Shala, do paraense João Inácio foi um dos projetos contemplados pelo Ministério da Cultura (MinC), no Concurso de Apoio à Produção de Obras Cinematográficas Inéditas. Sendo escolhido dentre 20 vencedores de 981 inscritos de todo o Brasil. E recebendo o incentivo de 80 mil reais.
Segundo o diretor João Inácio, a proposta é fazer com que o filme estimule cada espectador a revisite seus pensamentos e conceitos, de uma forma criativa e inteligente e também possibilitando a realização de palestras, debates e oficinas sobre o tema, possibilitando a ampliação dessa reflexão.
“Shala” encontra-se em fase de pré-produção, muitos locais já foram definidos para as filmagens, a atriz paraense Lorena Rio já esta confirmada para o filme, como também já foi definido o garoto que fará o papel principal do filme. Por enquanto estamos guardando segredo sobre o nome do garoto para evitar exposições no seu momento de preparação com Claudio Barros, mas encontrei a criança certa, introspectivo, delicado e muito empenhado para interpretar a emocionante saga do personagem Pedro, diz João Inácio. A trilha sonora do filme também já esta em faze de produção, Paulo José Campos de Melo é quem regerá as notas com seu piano emocionante.
A Produção do filme reunirá mais de 50 artistas e técnicos paraenses, entre fotógrafos, músicos, artistas plásticos, atores, entre outros, contribuindo para mais um trabalho realizado com uma competente equipe técnica local, muitos técnicos renomados estão abrindo mão de seus cachês para colaborar na realização desse filme, alguns inclusive pagando suas próprias passagens para vir pra Belém por acreditar no filme. entre eles está a renomada técnica de São Paulo; Kátia Coelho, diretora de fotografia premiada em Gramado e pela Kodak.
Graças ao patrocínio do grupo Yamada, as filmagem já foram garantidas e marcadas para serem realizadas de 03 a 08 de julho. Mas muita estrutura precisa ser montada para o filme, por isso este grande espaço de tempo que antecede as filmagens é extremamente necessário. Infelizmente ainda falta recursos para a finalização e para o filme ser lançado com sessões gratuitas. E nos dois meses seguintes exibições em salas de cinemas da cidade, facilitando o acesso para que mais paraenses possam ver o cinema feito no Estado. Alem de sessões de cunho pedagógico em escolas da rede pública de ensino, participação em mostras, palestras, encontros e festivais nacionais e internacionais de cinema.
Não podemos mais esperar os patrocínios temos que pelo menos dar início as filmagens, nossos planos era lançar o filme no Fórum Social Mundial, mas o único patrocínio que conseguimos até agora foi o da Yamada e assim impossibilitou que o filme já estivesse pronto, fico triste de perdermos essa oportunidade mas, não podemos desistir e agora já estamos com todo o bloco na rua para q o filme fique pronto em maio, sem mais atrasos, desabafa o diretor.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Cinema brasileiro em alta


No dia em que é comemorado, o cinema nacional já tem motivos para festejar

CAROLINA MENEZES
Da Redação
Jornal O Liberal, Magazine
Belém, Segunda, 05 de novembro de 2007


Este 5 de novembro, Dia do Cinema Brasileiro, merece comemoração especial: há anos o Brasil não tinha uma produção cinematográfica tão efervescente para se orgulhar, como tem hoje. Na década de 70, os filmes pipocavam. Nos anos 80, a produção caiu e, a partir de 1990, com a extinção da Embrafilmes, do Conselho Nacional de Cinema (Concine), da Fundação do Cinema Brasileiro, do próprio Ministério da Cultura e, claro, das leis de incentivo – tudo isso durante o mandato do então presidente da República, Fernando Collor de Melo –, houve época em que eram produzidos apenas seis filmes (ou menos) por ano.
A boa fase atual pode ser atribuída, sim, a uma melhora técnica. As produções de hoje tem outro padrão de qualidade, e devem muito pouco ou nada aos filmes estrangeiros. No entanto, um dos fatores que atrasa a imponência do cinema feito no Brasil frente ao mercado é, por incrível que pareça, o próprio público (sem falar na dificuldade de captação de recursos...). Exigente como nunca, o espectador paga o exorbitante preço do ingresso para assistir aos água-com-açúcar, thrillers, comédias-besteirol e outros tipos que parecem ser produzidos em massa – é claro que o nome 'Estados Unidos' merece destaque aqui como a grande representação dessa indústria de filmes –, mas a-do-ra colocar defeito no made in Brazil. E o máximo do elogio é sair do cinema dizendo 'pô, nem parece filme brasileiro!'.
O cineasta e dono da produtora Caiana Filmes, João Inácio, sabe muito bem a dificuldade de fazer cinema no Brasil – mais especificamente na região Norte, Estado do Pará, onde ele nasceu e mora até hoje. Mesmo assim, ele bateu o pé pelo que queria e, em dez anos de carreira, produziu quatro curtas e um longa-metragem. 'Sempre quis fazer cinema, eu estudei muito no início, fiz cursos em Belém e no Rio de Janeiro, trabalhei com muita gente boa. Essa é a minha vocação, mas é muito difícil consegui recursos pra tudo, temos que buscar fora. Falta uma política mais enérgica para o fomento de nossa produção, o Norte é a bola da vez no audiovisual, a Rede Globo já fez uma minissérie na região e a HBO está produzindo outra, mas filmes aqui só são feitos por gente que vem de fora! Acredito que com as novas políticas de edital teremos uma nova era e de produção local do audiovisual paraense'.
Inácio está em fase de captação de recursos de seu curta 'Shala', sobre um menino que mora em um abrigo para adoção e que vive a criar artimanhas para ser adotado. 'O Ministério da Cultura concedeu R$ 80 mil, o que garante o início do projeto, porque o filme foi contemplado no Concurso de Apoio à Produção Cinematográfica Inédita de Curta-Metragem. Foram só 20 projetos selecionados em todo o país, quase mil inscritos. Agora eu e minha equipe estamos correndo atrás do restante dos recursos', conta. 'A maior dificuldade é ter garra de conseguir produzir sabendo que você vai ser mal remunerado por muito tempo, porque ainda não existe um mercado local de produção em cinema, então as produções não empregam constantemente, e esses profissionais tendem a ou migrar para outras áreas ou sair de Belém. Há uma promessa do Governo do Estado em publicar editais de fomento a produção no ano que vem, isso já será um divisor de águas na história do cinema paraense, muita gente terá a real oportunidade de colocar seus roteiros para rodar, o mercado vai aquecer e os profissionais não terão mais que sair de Belém pra fazer cinema. Eu rezo para que isso aconteça', diz.
Crítico lamenta o nosso distanciamento dos festivais internacionais
O crítico de cinema Marco Antônio Moreira vai direto ao ponto, sem rodeios. 'Algumas coisas mudaram, outras não. O número de filmes produzidos por ano no Brasil subiu, recuperou um ritmo. A qualidade técnica está bem melhor do que antes, até porque as tecnologias estão mais baratas e acessíveis, e isso faz com que a gente seja bem visto no país e lá fora. O filme brasileiro hoje tem boa fotografia, bom roteiro, boa montagem, bom áudio. Claro que, como qualquer indústria cinematográfica, tem filmes bons e ruins. Mas apesar das boas mudanças, ainda há um distanciamento entre o Brasil e os festivais internacionais. E eu nem me refiro ao Oscar, que tem, na minha concepção, um critério de seleção duvidoso, falo de outros eventos que possam dar o reconhecimento ao cinema brasileiro', explica.
E continua: 'Também ainda sofremos com o problema da distribuição. Nem todas as produções nacionais chegam ao circuito comercial, e se chegam, é por causa de uma obrigatoriedade imposta pela Agência Nacional do Cinema (Ancine) de o circuito exibir pelo menos uma produção nacional. E as sessões dificilmente têm bom público, as salas ficam quase que vazias durante a projeção do filme. E essa realidade não é só no cinema. Em qualquer locadora o índice de locação de filme nacional é baixíssimo', lamenta Marco Antônio.
Os espectadores também acabam, às vezes, complicando uma 'subida' dos filmes brasileiros por conta de preconceitos. 'Muita gente ainda acha que é ruim. Critica se tem palavrão ou cena de sexo, coisa que tem em quase todo filme norte-americano, é uma contradição esse tipo de queixa! Aí acontece que o último filme que o cara viu foi ‘Dona Flor e Seus Dois Maridos’ e ele diz que cinema brasileiro é ruim. Eu e outros críticos daqui como o Pedro Veriano, a Luzia Miranda Álvares e tantos outros, falamos do que nós sabemos. A gente vai pro cinema ver tudo, somos obrigados a ver para que não aconteça de fazermos o que a maioria faz: falar do que não se conhece', alfineta Marco Antônio.
O crítico, quando admite que já há, apesar de tudo, uma procura maior por filmes nacionais, não gosta de incluir 'Tropa de Elite', de José Padilha, na história. 'É um filme bom, sim, traz uma realidade interessante. Mas é um caso isolado por conta da pirataria e tudo mais. O que acontece é que o povo não vai ao cinema se não tiver global como protagonista, já reparou? Não acho que ‘Tropa’ fez sucesso por causa do Wagner Moura. ‘Saneamento Básico’, do Jorge Furtado, foi desprezado pelo público e também tinha ele no papel principal. E é assim com muitos filmes. Dos cerca de 60 produzidos por ano, a gente só conhece cinco ou seis! Filme brasileiro não é lançado, ele é jogado no mercado. Não há uma boa estratégia de divulgação planejada para ele. É uma situação triste, eu penso, mas num contexto geral, acho que já estivemos bem pior. Eu acredito que a tendência é melhorar, justamente pela melhora técnica. É preciso ser otimista', afirma.
Doze anos sem incentivo às produções locais
Sempre envolvida com produções audiovisuais no Estado do Pará, a produtora de projetos culturais, Márcia Macedo, diz que 2007 foi ano de plantio dos produtores paraenses. 'Não dá pra esquecer que foram doze anos sem políticas públicas voltadas para esse tipo de atividade. Com o novo Governo, entrou a iniciativa do Instituto de Artes do Pará (IAP), que tem tido uma força real no fomento da produção de animações. A todo o momento saem os resultados de editais federais, as elaborações de roteiro para longas-metragens. Eu vejo um novo momento a partir do próximo ano, e vejo com muito otimismo', reforça.
Para Márcia, este 5 de novembro é um dia de esperança para os cineastas paraenses. 'Onde a gente leva a produção do Pará, nos festivais e mostras, somos muito bem recebidos. Temos coisas boas, de qualidade, não só na capital, mas como no interior também, e a gente tem ido em busca desses novos olhares', conta.
O cinema brasileiro é mais que entretenimento e justamente por isso merece uma valorização diferenciada, afirma a produtora. 'Coisa que me irrita é crítica dura ao cinema brasileiro. A gente compra um lixo cultural estrangeiro todos os dias, 95% dos filmes americanos são péssimos! Aqui, temos roteiros diretos, filmes como ‘Dois Filhos de Francisco’, que cumprem uma função social. Mas é lamentável que, pra muita gente, o cinema brasileiro precise de histórias fantásticas e impecáveis para ser considerado e respeitado', dispara.